Destaque http://site.anpuh.org Mon, 20 Nov 2017 04:07:22 -0200 Joomla! - Open Source Content Management pt-br PNLD E O GTEH-ANPUH/BRASIL: ENFRENTANDO OS DESAFIOS POLÍTICOS COM DIALOGICIDADE http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/noticias-destaque/item/4453-pnld-e-o-gteh-anpuh-brasil-enfrentando-os-desafios-politicos-com-dialogicidade http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/noticias-destaque/item/4453-pnld-e-o-gteh-anpuh-brasil-enfrentando-os-desafios-politicos-com-dialogicidade

Caros colegas de Grupo de Trabalho de Ensino de História e Educação (GTEH) da ANPUH-Brasil,

Em julho próximo passado, o atual governo alterou o processo de avaliação de livros didáticos, no âmbito do Programa Nacional do Livro Didático. Por meio do decreto nº 9.099, de 18 de julho de 2017, foi instituída uma comissão técnica a quem caberá conduzir o processo de avaliação. A definição de tal comissão está prevista na Portaria nº 1.321, de 17 de outubro de 2017. Ali, verificamos que o processo de avaliação será conduzido por uma comissão para o ano de 2019, composta por vinte e sete membros, sendo três para educação infantil, três para cada um dos componentes curriculares dos anos iniciais do ensino fundamental (Arte, Ciências, Educação Física, Geografia, História, Língua Portuguesa e Matemática) e três para Projetos Integradores, e outra para o ano de 2020, composta por vinte e sete membros, sendo três para cada um dos componentes curriculares dos anos finais do ensino fundamental (Arte, Ciências, Educação Física, Geografia, História, Língua Inglesa, Língua Portuguesa e Matemática) e três para Projetos Integradores".

A composição da comissão é prerrogativa do Ministério da Educação, a partir da indicação de quarenta e seis instituições que deverão indicar nomes para as comissões dos dois anos supracitados, a razão de um nome para cada componente curricular e também para Projetos Integradores. Por meio desse processo, o MEC escolherá três nomes, para cada um dos componentes curriculares, a partir das indicações das instituições. Estas, podem ser divididas em três grupos: a) instituições governamentais; b) instituições acadêmico-científicas; e c) instituições da sociedade civil organizada. Além da ANPUH, órgãos ligados ao MEC, como a SEBE e o CNE, outras instituições científicas como a SBPC, SBF, ABPN, ANPOCs, ANPED e a AGB compõem o rol de entidades com prerrogativa de indicação.

Diante dessa política e reconhecendo nossa discordância em relação às alterações feitas no processo de avaliação dos livros didáticos no âmbito do PNLD, consideramos que a ANPUH não poderia deixar de participar do processo. Em primeiro lugar, porque o PNLD é uma política de Estado e não de governo. A distribuição de material didático conforme o estatuto legal da Educação no país é a concretização do direito à educação para milhões de crianças, adolescentes e adultos inseridos na Educação Básica. Esquivar-se da participação na atual comissão, eximindo-se da indicação de nomes, significa reconhecer no PNLD uma política de governo, a qual pode ser alterada ao sabor das vontades políticas e sem a participação da sociedade civil. Em segundo lugar, porque a área de História participou ativamente do processo de consolidação da avaliação no âmbito daquele programa, qualificando-o como uma bem-sucedida iniciativa de melhoria do material didático, promovendo a sua atualização e a sua adequação aos princípios éticos e legais estabelecidos pela legislação. Em terceiro lugar, porque o componente curricular História é, certamente, aquele para o qual se voltam inúmeros interesses, tanto mercadológicos como políticos, com vistas ao estabelecimento de narrativas hegemônicas que, ao fim e ao cabo, estão comprometidas com a exclusão, com a homogeneização e com o cerceamento das liberdades.

Assim, a diretoria da ANPUH, juntamente com o Grupo de Trabalho Ensino de História e Educação encetou diálogo com diversas instituições acadêmico-científicas com prerrogativa de indicação de nomes para as comissões técnicas de 2019 e 2020, com vistas ao fortalecimento dos indicados pela ANPUH. Em uma semana atribulada, demarcada por uma intensa agenda de contatos, dialogamos com aquelas que acolheram a nossa investida e angariamos apoio aos nomes indicados pela nossa associação.

Terminada a rodada de indicações, gostaríamos de expressar nosso agradecimento pelo empenho da diretoria, na pessoa da Joana Pedro. Sem seu comprometimento, senso de oportunidade e visão política, não teríamos chegado a bom termo.

Nossos agradecimentos aos colegas do GTEH que se dispuseram a participar da construção da lista de especialistas a serem indicados pela ANPUH-Brasil.

Um grande abraço a todos,

Renilson Rosa Ribeiro
Universidade Federal do Mato Grosso

Juliana Alves de Andrade
Universidade Federal Rural de Pernambuco

Mauro Cezar Coelho
Universidade Federal do Pará

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secretaria@anpuh.org (ANPUH NACIONAL) Destaque Mon, 13 Nov 2017 18:39:40 -0200
NOTA DE FALECIMENTO - PROFA. EMÍLIA VIOTTI DA COSTA http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/noticias-destaque/item/4445-nota-de-falecimento-profa-emilia-viotti-da-costa http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/noticias-destaque/item/4445-nota-de-falecimento-profa-emilia-viotti-da-costa
É com imenso pesar que a ANPUH-Brasil comunica o falecimento da professora e historiadora Emília Viotti da Costa na manhã desta quinta-feira (2), aos 89 anos.

Emília Viotti graduou-se em História na USP em 1954, universidade onde lecionou, já como livre-docente, entre 1964 a 1969.

Compulsoriamente, foi aposentada pela ditadura militar com a implementação do AI-5. Tornou-se voz ativa na denúncia das arbitrariedades cometidas pelo regime, posicionando-se politicamente em um dos momentos mais sombrios da história brasileira.

Exilada, exerceu suas atividades acadêmicas nos EUA entre 1973 e 1999, como professora de História da América Latina na Universidade de Yale (Connecticut), Tulane (New Orleans) e Illinois (Urbana-Champaign).

Recebeu, merecidamente, o título de professora emérita pela mesma Universidade de Yale e também pela Universidade de São Paulo, em 1999.

Perda inestimável para os historiadores, Emília Viotti tornou-se referência em diferentes campos de estudo da História do Brasil, dedicando-se intensamente ao tema da escravidão e da abolição.

Entre suas obras clássicas estão "Da Senzala à Colônia"; "Da Monarquia à República, momentos decisivos"; "Coroas de Glória, Lágrimas de Sangue" e "A Abolição".

A ANPUH-Brasil lamenta profundamente seu falecimento e se solidariza com a família, amigas e amigos, nesse difícil momento de dor.]]>
secretaria@anpuh.org (ANPUH NACIONAL) Destaque Thu, 02 Nov 2017 00:00:00 -0200
INTOLERÂNCIA E AMEAÇA À LIBERDADE DO DEBATE ACADÊMICO http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/noticias-destaque/item/4432-intolerancia-e-ameca-a-liberdade-do-debate-academico http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/noticias-destaque/item/4432-intolerancia-e-ameca-a-liberdade-do-debate-academico A Associação Nacional de História – ANPUH-Brasil – eleva-se com indignação contra as manifestações de violência social e intelectual que ocorreram na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, quando da realização de um seminário acadêmico sobre o centenário da Revolução Russa, no dia 25 de outubro de 2017.

A divergência de opiniões e de convicções não deve nem pode acarretar irrupções violentas e intempestivas em sessões acadêmicas em hipótese alguma. A intimidação e a ameaça, a ofensa e o desrespeito a profissionais reconhecidos na área universitária, no campo de estudos de história e sociedade, cultura e política, economia e direito são deslocados – não são apropriados ao espaço de uma universidade -, descabidos – nada têm a ver com o tema debatido – e despropositados – não servem a nenhum fim socialmente útil. O dever de memória e a análise crítica, sim, são socialmente relevantes e educacionalmente proveitosos.

Tais demonstrações irresponsáveis de intolerância são inadmissíveis. Cabe às autoridades competentes adotar as medidas administrativas, cíveis e penais pertinentes. A ANPUH-Brasil registra seu veemente protesto.]]>
secretaria@anpuh.org (ANPUH NACIONAL) Destaque Tue, 07 Nov 2017 15:14:52 -0200
ASSEMBLEIA GERAL DO COMITÊ INTERNACIONAL DE CIÊNCIAS HISTÓRICAS http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/noticias-destaque/item/4431-assembleia-geral-do-comite-internacional-de-ciencias-historicas http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/noticias-destaque/item/4431-assembleia-geral-do-comite-internacional-de-ciencias-historicas

Segue o relato da Assembleia Geral do Comitê Internacional de Ciências Históricas ocorrido em Moscou nos dias 29 e 30 de setembro.

 

ICHS GENERAL ASSEMBLY

MOSCOW 29-30 SEPTEMBER 2017

REPORT OF THE GENERAL SECRETARY



I am very honored to present my first report before the General Assembly as the successor of Robert Frank who did very much to enliven ICHS activities. The work of the General Secretary has now a permanent residence at Sciences Po Paris thanks to the possibilities offered by the Centre d'histoire. In this respect I would like to underline Pascal Cauchy's constant help in securing this very favorable situation.

As many of you have noticed, we did also improve the website and we will continue in the future: we need for example to design a new logo. Yet the visibility of the website must be the responsibility of you, ICHS members, as well: please provide us with material and do not forget to report any error or change to our webmaster Hélène Naudet, whom I also warmly congratulate for her work.

The Board met three times since the Jinan Congress: we had a small board meeting in February 2016 in Amsterdam; a full board meeting followed in June 2016 in Leipzig. At the end of October, President Andrea Giardina and myself visited Moscow to meet our Russian partners and prepare the General Assembly. This year saw only the full board meeting of Neuchâtel in March because of the convocation of the General Assembly. The board functions very well, we are a good team that gathers in a friendly atmosphere. The main task of the last full board meeting was to elaborate the provisional program of the next Congress: this will be presented to you this afternoon by vice-president Eliana Dutra.

Since the 2012 General Assembly in Budapest, we ask the organizers of the assemblies and full board meetings to hold a scientific conference. Last year in Leipzig we were hosted by Matthias Middell and took part in the workshop of the Global and European Studies Institute on the following topic: "What are the features and consequences when historiographies transnationalize?". And now we are in Moscow where the Russian Committee of Historians has given us the opportunity to listen to the contributions of the conference: "The Russian Revolution of 1917 and its historical footprint"; yesterday you were able to take part into the ICHS symposium "The anatomy of Civil War" which we plan to publish so as to present the book at the 2020 Congress. We are very satisfied to report that ICHS is not only producing administrative work at the international level but also contributes to historical research besides the congresses. We would like to continue on this path and look forward to have a conference organized by the host at each intermediary General assembly: next one will be in 2022, we already received a proposal from the Canadian Committee whom I sincerely thank for that. I am also pleased to inform you that the papers presented at ICHS-Unesco conference organized by Robert Frank and myself in November 2014 are published: some in the special issue of the journal Monde(s); the others are in print at Peter Lang's publishing house and will be ready at the beginning of 1918 just to mark the commemoration of World War One's end.

Let me now describe the details of the board's tasks:

- First we had to draw a balance of the Jinan Congress which everyone considers a success but we also looked at some problems that have to be solved in the future: better involvement of younger researchers; achieving a real global dimension (Africa, Asia, Latin America); high quality of the panels; more comparative and interdisciplinary approaches.

In this respect it is very interesting to listen to the experience of the participants. Thanks to the initiative of Andrea Giardina and the Italian Committee (Giunta Centrale per gli studi storici) I was able to attend a meeting in March 2016 that looked back at the Jinan Congress. It was very stimulating.

- Thus the main task of the Board is to prepare the next Congress in Poznań: we will have a board meeting there at the end of June 2018 and you will see in a few moments the presentation prepared by the Polish delegation. Already now, at the end of October, Andrea Giardina, Pascal Cauchy and myself will make our first visit to Poznań.

- Another important task of the Board is to initiate new membership and/or reactivate sleepy ones. On this level we have to report good and less good results. As some of you may remember, Robert Frank had taken the initiative to invite delegates for "regional" meetings during the Jinan Congress: it proved to be a success for Latin America as you will hear today, as well as for Armenia. But unfortunately this was not the case for Africa: no new membership application followed this meeting in spite of the interest shown by many delegates. After having considered the financial concerns expressed by the only active African national committee, which is Morocco, I was able to pay a visit to the main academic institutions last April: I was very warmly welcome and could meet with many colleagues from Rabat, Marrakech and Fes. The Association of historians seemed keen on sending a delegate here to attend the General Assembly and they showed also their interest in applying for the organization of a congress, but at the end of the summer they finally abandoned both projects. The treasurer will tell you more on how we could try to attract and support committees that are financially dependent on associative means rather than on state funds. We must continue our work toward association of affiliated commissions as well: the last adhesion we registered was the International Federation of Public History and I was host of their meeting at Ravenna last June. We hope to give you good news in the next future on the creation of the International Commission for the History of the Mediterranean. Concerning national committee, we must try to be more present in Africa (only Morocco is an active member, Tunisia has to be reactivated) and in Asia. This task is also yours and you can help us thanks to transnational contacts.

- For the second time, the International Prize for History will be awarded and this is something we are really proud of as Andrea Giardina just mentioned. The third edition will be delivered in Poznań. The call for applications will be sent at the end of next year.

- Other initiatives were launched by the Board in the course of its first two-years tenure:

1. We plan to organize during the next Congress a new form of meeting we call "Research Forum" (Rencontres de la recherche). I will tell you more about that this afternoon. According to the suggestion made by the National Center for Scientific Research (France), the French Committee for Historical Sciences, the International Association for the History of States and Administration, the Committee for the History of the Indian Ocean, the following proposal has been formulated. The objective is to hold discussions and meetings of representatives of research institutions, PhD students and Postdocs. It is a well established practice of international associations of political science, law or economics to organize during

their congresses meetings between universities worldwide and doctoral students. This serves a double purpose: - Present the research groups and fields of study for an audience of confirmed scholars and PhD students eager to advertise their own works. - Lead these meetings to eventual recruitment. Universities (History Departments) speak about their recruitment policy and PhD students or Postdocs consult and discuss with them. This process has a double benefice: valorize the program of the universities and research institutions; enable a better circulation of the information on positions, temporary recruitment and integration to research teams worldwide. This initiative is fully beneath the ICHS mission to encourage Young scholars and also helps to provide direct links to academic institutions able to relay the activities and works of ICHS. The practical details of the stands/rooms will be decided with the Congress organizers. The project was approved by the full Board, we present it now before the General Assembly and if adopted, it will be integrated into the organization of the Congress.

2. The newsletter: it was an old project that comes to its concretization: Matthias Middell will tell you more on that this afternoon.

- Finally we have to think of the renewal of the Board in 2020. Five board members will leave us and must be replaced taking into account age, gender, continental balance : Andrea Giardina, who will become our honorary president in place of Marjatta Hietala (presidente 2010-2015); vice-president Pim Den Boer; Tao Wenzhao (we have to excuse him of his absence today because of health problems): Lim Jie-Hyun; and Lorina Repina. The commission that will preside over the choice of the new board members is already constituted and Pim Den Boer will speak about that this afternoon. The applications must emanate from National Committees or affiliated Commissions and will have to reach the Board at the beginning of 2019.

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secretaria@anpuh.org (ANPUH NACIONAL) Destaque Mon, 06 Nov 2017 18:04:20 -0200
ATIVIDADES DA SBPC E SOCIEDADES AFILIADAS EM BRASÍLIA NOS DIAS 9 E 10 DE OUTUBRO DE 2017 http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/noticias-destaque/item/4393-atividades-da-sbpc-e-sociedades-afiliadas-em-brasilia-nos-dias-9-e-10-de-outubro-de-2017 http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/noticias-destaque/item/4393-atividades-da-sbpc-e-sociedades-afiliadas-em-brasilia-nos-dias-9-e-10-de-outubro-de-2017

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 Representou a ANPUH-Brasil - Estevão Martins (Secretário Geral)

 

A SBPC (prof. Ildeu Moreira) organizou, em torno da audiência pública promovida pela Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, realizada no dia 10, 3ª. feira, das 10 às 14h aproximadamente, uma forte mobilização da Sociedade e de suas afiliadas para expor e defender a necessidade de preservação e incremento do financiamento público da pesquisa científica.

No dia 9 foi realizada, na sede da Associação dos Docentes da UnB, uma reunião com as cerca de 30 sociedades científicas presentes em Brasília.

Temas tratados:

a) mobilização para obter mais liberação em 2017;

b) mobilização para obter melhorias na dotação orçamentária para 2018 (prazo de emendas vai até 20.10) – recorrer às bancadas estaduais a que se tenha acesso (deputados e senadores) e aos integrantes da Comissão Mista de Orçamento (deputados e senadores), para angariar emendas (em especial as individuais impositivas) e obter apoio na comissão (também com as lideranças de bancada); importa mobilizar o mais que se possa, mediante conhecimento pessoal ou acesso regional; o relator setorial de C&T na CMO é o Sen. Jorge Viana (PT/AC), tudo como simpático às reivindicações; entrega de (longa: 3 pp) carta das sociedades científicas, assinada pelo presidente da SBPC, com o resumo dos argumentos a todos os deputados e senadores;

c) pensar em propostas de estratégia de médio e longo prazo para assegurar estabilidade e constância nas dotações públicas;

d) comparecer:

d.1 às manifestações do dia 9 no gramado em frente ao Congresso;

d.2 à audiência pública do dia 10 na Câmara;

d.3 à apresentação da petição "Conhecimento sem cortes" às 15h30 do dia 10 na Câmara;

d.4 à entrega da petição do Presidente da Câmara (16h do dia 10;

e) visitar nos gabinetes o maior número possível de deputados e senadores, suscetíveis de apoiar a petição.

No dia 10 a CCTI da CD realizou concorrida sessão de audiência pública (sala lotada) sobre os cortes orçamentários, em que usaram da palavra, com argumentos fortes e claramente expostos, entidades convidadas pela Comissão. A Audiência se deveu a um requerimento apresentado pelo dep. Celso Pansera (PMDB/RJ), ex-ministro de C&T.

Apresentações: ABC (Helena Nader), SBPC (Ildeu), "Conhecimento sem cortes" (Tatiana Roque, Pres. ADUFRJ), CONSECTI (Alberto Peverati, Secr.-Exec.), ANDIFES (Emanuel Tourinho, UFPA), CNI (Gianna Sagazio, Dir. de Inovação), CONFIES (Fernando Peregrino, COPPE) e diversos outros.

Manifestaram-se também diversos deputados (9), apoiando as reivindicações. A lista de presença veio a registrar 41 deputados (o registro da presença não significa que tenha participado da sessão).

A gravação da íntegra pode ser vista em:

http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/webcamara/arquivos/videoArquivo?codSessao=70081#videoTitulo

O público presente e interveniente era sobretudo de pessoas já convencidas da necessidade de preservar, recompor, expandir e garantir os mecanismos de financiamento público da pesquisa. Foi manifestada a expectativa de que a difusão pela TV e pela rádio Câmara, além dos documentos apresentados, alcançassem sobretudo os ausentes e os eventualmente cheios de reservas e ressalvas – já que os presentes pareciam todos muito de acordo quanto à necessidade e à premência. Teve-se a impressão que os presentes à sessão de certa maneira já estavam convencidos dos argumentos, mas que o espaço da audiência permitia atingir um público mais amplo.

Enfatizou-se a indispensável atuação para obter emendas (mesmo que pelo meio de 'motivações políticas' regionais ou setoriais dos deputados e senadores (lembrando-se de argumentos utilizáveis para convencer parlamentares às vésperas de um ano eleitoral). Uma atuação de difusão social mais constante foi também recomendada, para expandir a penetração no espaço público mais amplo (e menos familiarizado com o mundo científico).

Na tarde do dia 10 deu-se a apresentação da petição (80.000 assinaturas) do "Conhecimento sem cortes" (novamente ocorreram breves alocuções da ABC, da SBPC e dos demais organizadores), seguida da entrega dos volumes ao presidente da Câmara dos Deputados.

A Câmara assim noticiou:

Maia vai negociar aumento de recursos para pesquisa

10/10/2017 18h57

Presidente da Câmara anunciou a representantes de associações ligadas à ciência e tecnologia que vai trabalhar com governo federal para liberação de verba contingenciada

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou nesta terça-feira (10) que vai negociar com o ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab, o aumento de repasses de recursos para a pesquisa no Brasil.

O anúncio foi feito em reunião com representantes de diversas entidades ligadas à ciência e tecnologia que protestaram contra a redução de recursos para o setor. "Vou trabalhar com Kassab, porque se trata do futuro do Brasil. A Câmara dos Deputados fará todo o possível para restabelecer os investimentos", declarou Maia.

Segundo documento entregue ao presidente da Câmara, o contingenciamento dos recursos para o ministério em 2017 reduziu o orçamento de custeio e investimento em ciência e tecnologia para R$ 3 bilhões, um terço do valor de 2013.

"No recente descontingenciamento global de R$ 12,8 bilhões, apenas R$ 500 milhões foram destinados ao ministério, o que é insuficiente para cumprir os compromissos básicos dos institutos de pesquisa", registrou o documento.

Tem-se presente que há duas linhas de ação: aumentar ainda em 2017 (atuação tem de ser junto ao Executivo, sobretudo o Min. do Planejamento – mas parece mais difícil) e aumentar para 2018 (já que a LOA está em elaboração e permite emendas – apesar da dificuldade imposta pela EC 95 [teto de gastos]).

A articulação com os Secretários de Educação, de Ciência e Tecnologia e com as FAPs deve ser buscada e reforçada.

Todas as sociedades/associações afiliadas à SBPC (são 139 no total) deveriam mobilizar-se para atuar junto às instâncias e/ou pessoas a que tenham acesso. Em Brasília estiveram representadas cerca de 30.

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secretaria@anpuh.org (ANPUH NACIONAL) Destaque Wed, 11 Oct 2017 18:52:11 -0300
PRÊMIO CAPES PARA MELHOR TESE DE HISTÓRIA DE 2016 http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/noticias-destaque/item/4391-premio-capes-para-melhor-tese-de-historia-de-2016 http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/noticias-destaque/item/4391-premio-capes-para-melhor-tese-de-historia-de-2016

O PRESIDENTE DA COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL SUPERIOR – CAPES, usando das atribuições que lhes são conferidas pelo Estatuto aprovado pelo Decreto nº 8.977, de 30 de janeiro de 2017, tendo em vista o Edital nº 18/2017, publicado no Diário Oficial da União do dia 17 de

maio de 2017, Seção 3, página 27, que disciplina a edição 2017 do Prêmio Capes de Tese, e

CONSIDERANDO as decisões tomadas pelas comissões de avaliação do Prêmio Capes de Tese

CONSIDERANDO o disposto no processo nº 23038.007285/2017-34 RESOLVE:

Art. 1º Outorgar o Prêmio CAPES de Tese Edição 2017 aos autores das melhores teses de doutorado defendidas em 2016 e dar distinção aos respectivos orientadores, coorientadores e Programas de Pós-Graduação, conforme a área de conhecimento:

Área: História

Autora: Ana Cristina Santos Matos Rocha

Orientador: Robert Wegner

Programa: História das Ciências e da Saúde

Instituição: FIOCRUZ

Título da Tese: Experiências Norte-Americanas e projetos de educação no Distrito Federal e em São Paulo (1927-1935): Anísio Teixeira, Noemi Silveira, Isaías Alves e Lourenço Filho.

Informações retiradas de: http://www.capes.gov.br/images/stories/download/legislacao/Portaria-199-Premio-Capes-de-Tese-2017.pdf

 

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secretaria@anpuh.org (ANPUH NACIONAL) Destaque Wed, 11 Oct 2017 14:23:30 -0300
NOVO NÚMERO DA REVISTA HISTÓRIA HOJE - PROPOSTAS E DESAFIOS NOS USOS DE DOCUMENTOS HISTÓRICOS EM SALA DE AULA http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/noticias-destaque/item/4352-novo-numero-da-revista-historia-hoje-propostas-e-desafios-nos-usos-de-documentos-historicos-em-sala-de-aula http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/noticias-destaque/item/4352-novo-numero-da-revista-historia-hoje-propostas-e-desafios-nos-usos-de-documentos-historicos-em-sala-de-aula

O novo número da RHHJ já está no ar. A revista traz como dossiê o tema Propostas e desafios nos usos de documentos históricos em sala de aula, convidamos todos para leitura e compartilhamento.

Acesse a revista aqui.

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secretaria@anpuh.org (ANPUH NACIONAL) Destaque Thu, 21 Sep 2017 13:42:58 -0300
A ANPUH-BRASIL ESTÁ NA LUTA CONTRA A DESTRUIÇÃO DOS ACERVOS. QUEIMA DE ARQUIVO NÃO. http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/noticias-destaque/item/4344-a-anpuh-brasil-esta-na-luta-contra-a-destruicao-dos-acervos-queima-de-arquivo-nao http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/noticias-destaque/item/4344-a-anpuh-brasil-esta-na-luta-contra-a-destruicao-dos-acervos-queima-de-arquivo-nao A Associação Nacional de História (ANPUH-Brasil) vem demonstrando ao longo de sua trajetória, a preocupação com a situação dos Arquivos Públicos e do Patrimônio Documental no país. Tal apreensão no momento ancora-se também, mas não somente, na aprovação do PLS 146/2007 no Senado Federal e o seu trâmite à Câmara Federal, onde recebeu o número de PL 7920/2017.

O Projeto de Lei dispõe "sobre a digitalização de documentos e http://queimadearquivonao.webnode.com mídia ótica ou eletrônica [...]" e prevê a eliminação de documentos após a digitalização. Ao legalizar a destruição dos acervos originais após sua digitalização, como adverte a campanha "Queima de Arquivo Não" (http://queimadearquivonao.webnode.com), inviabiliza a garantia de autenticidade dos documentos públicos ao impossibilitar a "futura verificação no caso de suspeita de fraudes". Tal pratica que inexiste em qualquer outro país, leva-nos a cogitar a intenção do apagamento da nossa História.

Para sensibilizar os deputados quanto à debilidade e insegurança jurídica doPL 7920/2017, a ANPUH-Brasil se reuniu na quarta-feira, dia 13/09/2017, em Brasília, com o presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, Deputado Paulo Magalhães (PSD/BA). E posteriormente, se fez representar na Audiência Pública da Comissão de Cultura da Câmara, no mesmo dia, que debateu as políticas de incentivo e captação de recursos para a preservação do patrimônio e memória nacional.

A Professora Beatriz Kushnir e o Professor Estevão de Resende Martins estiveram representando a ANPUH-Brasil nesta luta.]]>
secretaria@anpuh.org (ANPUH NACIONAL) Destaque Mon, 18 Sep 2017 15:50:43 -0300
AUDIÊNCIA PÚBLICA E A 3ª VERSÃO DA BNCC: O LUGAR DA ANPUH NO DEBATE http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/noticias-destaque/item/4343-audiencia-publica-e-a-3-versao-da-bncc-o-lugar-da-anpuh-no-debate http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/noticias-destaque/item/4343-audiencia-publica-e-a-3-versao-da-bncc-o-lugar-da-anpuh-no-debate Num contexto político em que a democracia brasileira vive um golpe de estado, o Ministério da Educação (MEC) apresentou ao Conselho Nacional de Educação (CNE), no dia 06 de abril de 2017, a terceira versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que orientará a produção dos currículos das escolas no país nos próximos anos. Com efeito, essa versão apresentada desconsiderou um longo processo de debates, seminários, consulta pública, leituras críticas e relatórios produzidos durante 2013 e 2015. Atualmente, o documento encontra-se em discussão nas audiências públicas organizadas pelo CNE. Em Pernambuco, tivemos uma audiência no último dia 29 de julho de 2017, que contou com a participação da ANPUH-PERNAMBUCO, quando a professora Juliana de Andrade pontuou os limites e problemas da 3ª versão da BNCC para o Ensino de História. Após o encerramento das audiências públicas, no dia 11 de setembro de 2017, em Brasília, o CNE elaborará um parecer e um projeto de resolução antes da homologação da lei.

Dessa forma, considerando toda a repercussão que o desenho do componente curricular História apresentou ao longo do processo de construção da BNCC, sobretudo, o que apresenta a 3ª versão da Base, ao discutir de forma generalista os direitos humanos, a diversidade cultural, combate a violência, as questões de gênero e sexualidade, reiteremos que:

1- O componente curricular história deve ser considerado elemento chave para a formação dos sujeitos históricos e para o desenvolvimento das habilidades de escrita e da leitura. Por isso, a ANPUH repudia de forma contundente a flexibilização do ensino história no ensino médio. Estudar História é um direito.

2- É necessário que Aprendizagem Histórica leve em consideração as diferentes temporalidades, por isso, a BNCC deve tomar como referência as experiências dos povos africanos, indígenas e latino-americanos. Assim, repudiamos a forma como a BNCC pensa o estudo histórico, privilegiando a história ocidental, organizada em ordem cronológica.

3- O currículo de História (e a base comum curricular que o estrutura) deve oferecer condições ao professor e aos estudantes para que o saber histórico seja compreendido como uma produção cientifica e social.

4- O currículo de História considere a formação cidadã e os direitos humanos como principio fundamental.

5- A Base Comum Curricular deve oferecer um repertório amplo de discussão sobre o saber histórico escolar que aborde a história do tempo presente.

Por fim, solicitamos ao Conselho Nacional de Educação que considere os pontos apresentados, tendo em vista o diálogo que mantém com a produção historiográfica atualizada e com o acumulo das reflexões do campo de pesquisa do Ensino de história. Nesse sentido, considere em seu parecer final que:

- A BNCC deve apresentar uma proposta para o ensino de história que contribua para o aprofundamento dos conceitos estruturantes do componente curricular, tais como história, fonte, historiografia, memória, acontecimento, sequência, duração, sucessão, periodização, fato, processo, simultaneidade, ritmos de tempo, medidas de tempo, sujeito histórico, historicidade, identidade, semelhança, diferença, contradição, permanência, mudança, evidência, causalidade, multicausalidade, ficção, narrativa.

- Que, em respeito ao cumprimento dos dispositivos legais e à garantia de uma educação democrática e que respeite as diferenças, sejam garantidos a implantação do ensino de história da África, da história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas, considerando conteúdos, procedimentos e atitudes.

- Que os acontecimentos contemporâneos e aqueles do passado sejam transformados em problemas históricos a serem estudados e investigados

GT ENSINO DE HISTÓRIA E EDUCAÇÃO – ANPUH BRASIL]]>
secretaria@anpuh.org (ANPUH NACIONAL) Destaque Mon, 18 Sep 2017 15:32:42 -0300
NOTA DE REPÚDIO AO FECHAMENTO DA EXPOSIÇÃO QUEER MUSEU EM PORTO ALEGRE EM 10.09.2017 http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/noticias-destaque/item/4333-nota-de-repudio-ao-fechamento-da-exposicao-queer-museu-em-porto-alegre-em-10-09-2017 http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/noticias-destaque/item/4333-nota-de-repudio-ao-fechamento-da-exposicao-queer-museu-em-porto-alegre-em-10-09-2017 A Associação Nacional de História vem por meio desta expressar sua indignação e consternação diante da abrupta e injustificável interrupção da exposição Queer Museu - Cartografias da diferença na América Latina, em cartaz no Santander Cultural, no Centro de Porto Alegre/RS.

A iniciativa, sob a curadoria de Gaudêncio Fidélis, explorava a diversidade de expressão de gênero e a diferença na arte e na cultura, por meio de mais de 270 obras (oriundas de coleções públicas e privadas), abrangendo amplo período desde o século XX até os dias de hoje. Todavia, alguns dias antes de completar um mês, a exposição foi fechada e encerrada por iniciativa da instituição que cedeu a protestos veiculados nas redes sociais e realizados no próprio local, promovidos por diferentes grupos conservadores.

Com esta atitude, a direção do Santander Cultural, que patrocinava a iniciativa, verga-se de forma inexplicável às pressões de grupos que pretendem estabelecer a censura à arte, promover o patrulhamento contra iniciativas que promovem reflexões sobre a diversidade e impor limites à liberdade de expressão.

Ceder em questões de princípios que fundam as bases de nossa democracia, e que estão plenamente assegurados pela nossa Constituição, significa capitular para projetos pautados pelo obscurantismo e o autoritarismo e que pretendem se instalar em nossa sociedade.

Por isso, nosso repúdio a essa atitude conivente e nossa irrestrita solidariedade com aqueles que, no Brasil, travam uma luta incansável pela afirmação dos direitos de expressão, pelo fim dos preconceitos e pelo respeito às diferenças.]]>
secretaria@anpuh.org (ANPUH NACIONAL) Destaque Tue, 12 Sep 2017 18:12:40 -0300