Diversas http://site.anpuh.org Wed, 26 Jul 2017 15:40:55 -0300 Joomla! - Open Source Content Management pt-br PROJETO MEMÓRIAS RELIGIOSAS NO PARANÁ http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/diversas/item/4191-projeto-memorias-religiosas-no-parana http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/diversas/item/4191-projeto-memorias-religiosas-no-parana mem]]> secretaria@anpuh.org (ANPUH NACIONAL) Diversas Wed, 14 Jun 2017 15:16:55 -0300 O ESTUDO HISTÓRICO DA SOCIOLOGIA DA SAÚDE: UMA TRAJETÓRIA http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/diversas/item/4187-o-estudo-historico-da-sociologia-da-saude-uma-trajetoria http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/diversas/item/4187-o-estudo-historico-da-sociologia-da-saude-uma-trajetoria O ESTUDO HISTÓRICO DA SOCIOLOGIA DA SAÚDE: UMA TRAJETÓRIA
Próxima aula (29/06/2017) aberta do Grupo de Estudos História das Ciências da Saúde da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.

O título do encontro: "O Estudo Histórico da Sociologia da Saúde: Uma Trajetória" - Prof. Dr. Everardo Duarte Nunes.

http://www.fcm.unicamp.br/fcm/centro-de-memoria-e-arquivo-cma/grupo-de-estudos-historia-das-ciencias-da-saude/cursos-e-reunioes
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secretaria@anpuh.org (ANPUH NACIONAL) Diversas Mon, 12 Jun 2017 18:18:44 -0300
NOTA DE FALECIMENTO http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/diversas/item/4155-nota-de-falecimento http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/diversas/item/4155-nota-de-falecimento NOTA DE FALECIMENTO]]> secretaria@anpuh.org (ANPUH NACIONAL) Diversas Wed, 24 May 2017 15:21:03 -0300 CARTA ABERTA À SOCIEDADE BELO-HORIZONTINA. http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/diversas/item/4152-carta-aberta-a-sociedade-belo-horizontina http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/diversas/item/4152-carta-aberta-a-sociedade-belo-horizontina No dia 3 de maio a equipe do Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte (MIS-BH) foi informada que a sede, situada na Avenida Álvares Cabral, 560, deverá ser desocupada em até 20 dias para que o espaço possa abrigar a Associação Municipal de Assistência Social- AMAS. Essa decisão, que não contou com a participação da equipe, foi tomada sem um estudo dos impactos que serão gerados sobre os serviços e atividades oferecidos pelo Museu e, especialmente, sobre o acervo preservado por ele.

O Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte – MIS-BH tem a missão de preservar, mapear e disseminar os registros audiovisuais que contemplem a história e a cultura da capital mineira por meio de ações de conservação de acervos, estímulo à pesquisa, educação patrimonial, fomento à produção, difusão e acesso à produção audiovisual.

A instituição tem origem em 1989, ano em que foi aprovada a lei Nº 5.553, que autorizou a criação do Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte (MIS-BH). Em 1995 foi inaugurado o Centro de Referência Audiovisual (CRAV) com vistas a se tornar base para a futura implantação do MIS-BH, que se concretizou em novembro de 2014 através do Decreto Nº 15.775.

Há mais de 20 anos, o Museu da Imagem e do Som vem cumprindo sua função como guardião da memória audiovisual da cidade. Seu acervo é constituído por vários suportes (fílmico, fotográfico, videográfico, iconográfico, fonográfico, textual, bibliográfico), trazendo imagens de Belo Horizonte em diversas épocas. Abrigado por um casarão tombado pelo Patrimônio Histórico, o MIS-BH é equipado com uma área de reserva técnica inteiramente adaptada para atender às especificidades de seu acervo. As salas são climatizadas, possuem controle de temperatura e umidade relativa do ar. O espaço de 62 metros quadrados da reserva é dividido conforme as condições físicas do acervo. Além disso, todo o acervo videográfico, fotográfico e iconográfico recebeu novas estantes no fim de 2016, ampliando a capacidade de guarda para estes materiais em mais de 100%.

Dentre os mais de 90 mil itens, o MIS possui importante acervo de cinejornais que traz imagens de Belo Horizonte produzidas entre as primeiras décadas da nova capital até os anos de 1970. São imagens únicas que mostram uma Belo Horizonte em transformação. Possui também mais de 30 mil rolos de filmes de reportagens da Rede Globo Minas produzidas entre 1968 e 1983, perpassando os mais variados assuntos, desde futebol até saúde pública e a vida cultural na cidade. As produções de importantes cineastas mineiros também estão guardadas no MIS, tornando este acervo único no contexto da preservação nacional. É importante destacar também o acervo fotográfico sobre a TV Itacolomi existente unicamente no museu. São milhares de fotos que mostram o dia a dia da TV, seus programas e bastidores.

Todo este acervo se encontra disponível para consulta externa. O MIS recebe semanalmente os mais variados tipos de pesquisadores. São estudantes de várias áreas do conhecimento, além de novos produtores do setor audiovisual em busca de registros históricos da cidade.

O MIS é referência nacional no trabalho de preservação audiovisual e desenvolve ações de formação voltadas para este tipo de acervo e suas especificidades. Exemplo disso são as oficinas de preservação que buscam capacitar o público para lidar com filmes de película. Além das parcerias com universidades para a formação de estudantes da área.

O museu oferece visitas mediadas às suas exposições e ao acervo, oficinas audiovisuais e visitas sensoriais. Em 2017 o MIS passa a integrar o Circuito de Museus – Imagem em Movimento, promovido em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, recebendo semo de atuação a criação de editais específicos de fomento à produção audiovisual sobre o patrimônio imaterial da cidade, nos quais já foram realizados 14 filmes; bem com a recente publicação do decreto que dispõe sobre filmagens e gravações noanalmente um grande número de estudantes de variadas faixas etárias vindos de escolas de toda BH.

No âmbito do poder público municipal, ao longo dos últimos anos o Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte vem assumindo também um lugar de destaque no desenvolvimento de políticas culturais voltadas para o incremento do setor audiovisual. Inserem-se nesse escop Município de Belo Horizonte, com o intuito de incentivar, fomentar e desenvolver a indústria audiovisual local.

Para 2017, está prevista a implantação do Núcleo de Produção Digital, uma parceria firmada entre o Museu da Imagem e do Som e o Ministério da Cultura – MINC, para a criação de centro de formação e produção audiovisual. O projeto possibilitará a consolidação de uma política voltada para a formação e a capacitação do setor.

Ainda com o intuito de ampliar as ações de promoção da linguagem audiovisual em Belo Horizonte, o Museu da Imagem e do Som inaugurou em 2016 o MIS Cine Santa Tereza, o primeiro cinema municipal da cidade. O espaço conta com sala de exibição, espaço multiuso e biblioteca. Atua na formação de público, difusão e acesso à linguagem audiovisual, tendo alcançado mais de 30 mil atendimentos desde sua inauguração.

De janeiro de 2016 a abril de 2017, o MIS-BH contabilizou mais de 31 mil atendimentos, distribuídos entre as várias atividades oferecidas pelo museu: ações educativas, acesso à pesquisa, difusão de acervo, visitas à exposição, oficinas de preservação, apresentações artísticas, dentre outras. Cerca de 5 mil ações de preservação foram realizadas sobre o acervo: mais de 25 mil metros de película analisados e tratados, cerca de 10 mil fotografias acondicionadas, aproximadamente 30 horas de cinejornais digitalizados e 700 cartazes restaurados e digitalizados, além de 1100 itens do acervo videográfico e 240 peças do acervo tridimensional inventariados.

Para que possa continuar existindo cumprindo a sua importante função social, o Museu da Imagem e do Som necessita de sede própria, com infraestrutura adequada que forneça condições ideais tanto para o acondicionamento de seu acervo singular quanto para realização de suas atividades. No momento a solução apresentada é a transferência de toda a sua estrutura para o salão multiuso do MIS Cine Santa Tereza, espaço atualmente dedicado a exposições, apresentações artísticas, seminários e ações formativas e que preserva a arquitetura original do cinema construído em 1944. Entendemos que esta proposta não atende as necessidades específicas do MIS para guarda e difusão do seu acervo, além de descaracterizar a arquitetura e comprometer a finalidade do espaço multiuso. Cabe destacar que desde 2008, ano em que o museu passou a ocupar sua atual sede, foram gastos mais R$ 600.000,00 (seiscentos mil reais) de dinheiro público em obras e equipamentos para adaptar o local e deixá-lo em condições adequadas para preservar seu acervo. Além disso, se se efetivar a transferência do MIS, está previsto o gasto mais de R$ 1.300.000,00 (um milhão e trezentos mil reais) para a realização de obra de adaptação no espaço do MIS Cine Santa Tereza.

Diante do exposto, solicitamos o apoio de todos para a garantia, pela Prefeitura de Belo Horizonte, de uma sede própria para o Museu da Imagem e do Som e para a manutenção do espaço atual do MIS Cine Santa Tereza. Convidamos a todos para conhecer o MIS-BH e o MIS Cine Santa Tereza e nos apoiar na luta pela manutenção e ampliação de nossos espaços e ações, garantindo a continuidade do trabalho de preservação e difusão deste Patrimônio Audiovisual tão importante para a memória e história de Belo Horizonte.

Servidores do Museu da Imagem e do Som/MIS Cine Santa Tereza.]]>
secretaria@anpuh.org (ANPUH NACIONAL) Diversas Mon, 22 May 2017 20:08:46 -0300
REVISTA HISTÓRIA (SÃO PAULO) TEM NOVA PLATAFORMA DE DIVULGAÇÃO http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/diversas/item/4148-revista-historia-sao-paulo-tem-nova-plataforma-de-divulgacao http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/diversas/item/4148-revista-historia-sao-paulo-tem-nova-plataforma-de-divulgacao É com satisfação que o Conselho Editorial da Revista História (São Paulo) [ISSN 1980-4369, Qualis A1], publicação editada pelos programas de pós-graduação em História da UNESP - campus de Assis e de Franca -, apresenta seu novo website. Novos dossiês e artigos, números anteriores, política editorial, chamadas de propostas, instruções para autores e outras informações podem ser acessados em http://historiasp.franca.unesp.br/]]> secretaria@anpuh.org (ANPUH NACIONAL) Diversas Fri, 19 May 2017 20:17:44 -0300 INFORMATIVO E NOTA DA ABA EM REPÚDIO AO RELATÓRIO DA CPI FUNAI/INCRA 2 http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/diversas/item/4147-informativo-e-nota-da-aba-em-repudio-ao-relatorio-da-cpi-funai-incra-2 http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/diversas/item/4147-informativo-e-nota-da-aba-em-repudio-ao-relatorio-da-cpi-funai-incra-2 A ABA expressa sua profunda indignação e preocupação com acontecimentos recentes e futuros que antecedem, se instalam e podem suceder à constituição da CPI FUNAI/INCRA 2.

Foi ontem votado e aprovado o Relatório tal como proposto pelo relator Deputado Nilson Leitão, do PSDB e Presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), conhecida como a Bancada Ruralista.

Contudo, dois importantes destaques propostos pela oposição, não foram ainda votados. Um destaque se refere às proposições. O outro aos indiciamentos. Importantes textos conclusivos do Relatório, em tese, podem ainda ser modificados.

Ao encerrar a sessão, em função da abertura da ordem do dia no plenário da Câmara, o Presidente da CPI deputado Alceu Moreira do PMDB e também membro da FPA informou que a reunião para a votação dos destaques estava convocada para terça-feira dia 23 de maio. Declarou que estava adiando a votação, tendo em vista "acordo com a oposição".

No Relatório aprovado, consta a proposta de indiciamento de 21 antropólogos e antropólogas. (Mais do que está sendo anunciado na mídia que ora fala em 9, ora em 15. Verificamos com os indiciados). O Relator retirou oralmente, o nome do antropólogo falecido Paulo Pepe da Silva e também o nome de um dos outros indiciados, falecido, servidor do INCRA, Carlos Antônio Dai-Prá.

Os indiciamentos são feitos sem fundamentação fática ou jurídica. O simples conhecimento e relacionamento prévio e atual que antropólogos/as estabelecem com as comunidades indígenas e quilombolas são considerados indícios de "conluio", de "parcialidade" e, em decorrência, são acusados de "fraudes" e de "falsidades ideológicas".

Desconhecem e desconsideram que o conhecimento aprofundado de uma comunidade indígena ou quilombola, como de qualquer outra comunidade tradicional ou moderna, é parte inerente dos procedimentos etnográficos consolidados da ciência antropológica e reconhecidos nacional e internacionalmente pelo campo científico. Propõem que os indiciamentos sejam distribuídos diretamente a Polícia Federal, sem que se obedeça a Constituição que exige que os indiciamentos sejam encaminhados à Procuradoria Geral da União (parágrafo terceiro do Artigo 58 da Constituição).

O Relatório aprovado desconsidera que todos os indiciados, indígenas lutando pelos seus direitos, missionários, servidores públicos da Funai e do INCRA e antropólogos (sejam eles servidores, professores universitários ou pesquisadores), estão realizando funções previstas na Constituição e nas leis em vigência. Encaminha para a corregedoria Procuradores da República pelo simples fato de exercerem suas funções, todas elas previstas na Constituição de 1988.

Os indiciamentos incidem nos estados básicos eleitorais da bancada ruralista, onde há interesse por terras desta mesma bancada ruralista: Mato Grosso, Mato grosso do Sul, Bahia, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O objetivo maior parece ser o bloqueio das demarcações de terras e territórios indígenas e quilombolas. Explicitamente o relatório propõe a "hierarquização" das terras que poderiam vir ou não a serem demarcadas. Propõe que a ocupação tradicional possa ser reconhecida restritamente ao marco temporal de 1988, desconhecendo a ação anterior do estado em desocupar ou dificultar a ocupação de tantas comunidades indígenas em anos imediatamente anteriores à Constituição.

A preocupação da ABA é profunda. Os resultados da CPI podem contribuir para significativo aumento dos conflitos por terra, para a paralisação das demarcações de terras indígenas e territórios quilombolas e para o não reconhecimento dos direitos não só indígenas, mas de todas as minorias sociais no campo.

E por último, a indignação é profunda pelo forte ataque à liberdade do exercício da profissão de antropólogo/a e pelo forte ataque ao conhecimento produzido pela ciência antropológica e pelas ciências humanas.

Conseguimos que não fosse apresentado para votação o requerimento de quebra de sigilo bancário e fiscal da ABA durante esta CPI. O nome da nossa saudosa antropóloga Ruth Cardoso fez efeito, assim como fizeram efeito as moções de repúdio a CPI e apoio a ABA de inúmeras associações científicas e instituições de pesquisa nacionais e internacionais e cidadãos, cidadãs, pesquisadores/as das mais diversas áreas do conhecimento.

Ainda assim perdurou o indiciamento de antropólogos/as. Foram novamente enviadas para a ABA inúmeras moções de instituições de pesquisa universitárias e associações nacionais e internacionais da antropologia e das Ciências Humanas repudiando o indiciamento de antropólogos e antropólogas. Entre elas moção aprovada pela Assembleia do Conselho Mundial das Associações Antropológicas (WCAA) ocorrida em Ottawa, Canadá.

Encaminhamos todas estas moções aos membros da CPI, ao Presidente da Câmara dos Deputados , a todos os líderes partidários e a todos os membros do Supremo Tribunal Federal.

Continuaremos a lutar para que não sejam aprovados os absurdos indiciamentos de antropólogos.

Continuaremos a lutar para que ninguém seja indiciado pela sua atuação na defesa dos direitos constitucionais de indígenas, quilombolas, populações tradicionais e do campo.

Continuaremos a lutar para que as proposições de políticas e leis desta CPI, se aprovadas, não sejam implementadas. Se o forem, direitos fundamentais constitucionais estarão em perigo.

Profa. Dra. Lia Zanotta Machado

Presidenta da ABA

Gestão 2017-2018

http://www.abant.org.br]]>
secretaria@anpuh.org (ANPUH NACIONAL) Diversas Fri, 19 May 2017 19:32:00 -0300
PORTAL CATARINAS: ENTREVISTA COM MARLENE DE FÁVERI http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/diversas/item/4098-portal-catarinas-entrevista-marlene-de-faveri http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/diversas/item/4098-portal-catarinas-entrevista-marlene-de-faveri "Não posso orientar quem não acredita naquilo que estuda", afirma Marlene de Fáveri.

Com uma trajetória reconhecida nacional e internacionalmente nos estudos de gênero e feminismo, a historiadora e professora do Programa de Pós-Graduação em História (PPGH) da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Marlene de Fáveri, se viu no meio de uma polêmica que tomou dimensão nacional. A tensão gerada pela ação de indenização por dano moral movida pela ex-aluna e orientanda de mestrado, Ana Caroline Campagnolo – que a acusa de perseguição religiosa – levou a professora a pedir afastamento da universidade para tratamento de saúde na última semana.

O fato da orientadora abrir mão da orientação do projeto de pesquisa da aluna é motivação central no processo de indenização de R$ 17.600 por "discriminação, intimidação, ameaça velada via e-mail, exposição discriminatória, humilhação em sala de aula e tentativa de prejudicar academicamente a autora". A ação foi proposta em 13 de junho de 2016, duas semanas após a aluna ser reprovada no mestrado sob a orientação de outro professor.

Leia a entrevista com Marlene de Fáveri no Portal Catarinas.]]>
secretaria@anpuh.org (ANPUH NACIONAL) Diversas Wed, 12 Apr 2017 10:57:57 -0300
NOTA PÚBLICA EMITIDA POR DOCENTES DO DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/diversas/item/4096-nota-publica-emitida-por-docentes-do-departamento-de-historia-da-universidade-estadual-de-maringa http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/diversas/item/4096-nota-publica-emitida-por-docentes-do-departamento-de-historia-da-universidade-estadual-de-maringa Os docentes do Departamento de História da Universidade Estadual de Maringá (DHI-UEM) abaixo-assinados tornam público o seguinte posicionamento.

O DHI-UEM foi envolvido em algumas polêmicas recentemente, divulgadas amplamente pelos meios eletrônicos, relacionadas aos seguintes fatos: a) dois docentes do DHI publicaram um livro justificador da ditadura civil-militar de 1964, utilizando como âncora, entre outras do mesmo gênero, a versão do Coronel Carlos Brilhante Ustra. No lançamento do livro, divulgaram, orgulhosos, imagens fotográficas ao lado do controvertido personagem conhecido como "Cabo Anselmo"; b) alguns docentes do DHI, incluindo os dois autores, se tornaram divulgadores da obra do "pensador" conservador Olavo de Carvalho. Nos últimos dias, alguns alunos do campus de Ivaiporã, onde também funciona uma licenciatura ligada ao DHI-UEM, denunciaram a inclusão, na bibliografia da disciplina de História do Brasil III, de obras de Olavo de Carvalho, de Carlos Brilhante Ustra e de algumas nulidades intelectuais, como o autor dos guias politicamente incorretos da história.

Tudo isso é fator de embaraço e de constrangimento para os signatários da presente manifestação, que não têm essas identidades políticas e intelectuais. É justo apontar que o DHI colaborou, por intermédio de seus laboratórios de pesquisa, com a agenda da Comissão Nacional da Verdade. Da mesma maneira, alguns de seus docentes tiveram participação orgânica na Comissão da Verdade do Paraná. No Programa de Pós-Graduação, seja da lavra dos docentes, seja de autoria dos pós-graduandos, há representativa produção de pesquisas críticas à ditadura, algumas concluídas e outras em desenvolvimento.

Além disso, o DHI está na coordenação do Opening the Archives Project, um esforço conjunto da Brown University e da Universidade Estadual de Maringá para digitalizar e indexar 100.000 documentos do Departamento de Estado dos EUA sobre o Brasil, produzidos entre 1963 e 1973, e torná-los disponíveis para o público em um site de acesso livre. Desnecessário salientar o potencial dessa documentação aos estudos da ditadura.

Mais do que expor nosso constrangimento com os fatos citados acima, queremos dizer, em alto e bom som, que não nos representam. Não compactuamos. Esclarecemos que não somos, os signatários deste documento, um coletivo homogêneo em nossos referenciais intelectuais e políticos. Temos vocação pluralista e sabemos converter nossas diferenças em um ambiente fecundo para o crescimento de cada um e do conjunto, em benefício da instituição a que estamos ligados. O que nos une é o combate à degradação acadêmica, que prejudica, segundo nossos critérios de avaliação, a reputação do nosso departamento e a formação dos nossos alunos.

Como lidar com essa situação e confrontá-la academicamente é algo que precisamos fazer com método, perseverança, responsabilidade e respeito ao pluralismo e à legislação. O fato de demarcarmos nossa divergência com esses referenciais e com essas práticas não deve ser confundido com adesão ao controvertido "projeto escola sem partido", cuja vocação autoritária não desconhecemos e também denunciamos. Nosso território é outro. Somos movidos pela convicção de que devemos garantir uma formação democrática, pluralista, ética e historiograficamente relevante aos nossos alunos.

SIGNATÁRIOS

(Esclarecemos que as adesões são de ordem pessoal e não institucional, mas indicamos, para orientação dos leitores, a responsabilidade institucional dos signatários.)

• Renata Lopes Biazotto, Chefe do Departamento de História e coordenadora do Grupo de Estudos Interdisciplinares da Antiguidade – STUDIA.

• Isabel Rodrigues, Chefe Adjunta do DHI, coordenadora Laboratório de Ensino e Multimeios em História da UEM.

• Vanda Serafim, Coordenadora de curso de graduação em História do campus sede da UEM e do Laboratório de Estudos em Religiões e Religiosidades.

• Lucio Tadeu Mota, Coordenador do Programa de Pós-Graduação em História e do Laboratório de Arqueologia, Etnologia e Etno-história – UEM.

• João Fabio Bertonha, Coordenador Adjunto do Programa de Pós-Graduação em História.

• Solange Ramos de Andrade, Coordenadora do mestrado profissional em História (ProfHistória) e do Laboratório de Estudos em Religiões e Religiosidades.

• José Henrique Rollo Gonçalves, representante do DHI no Conselho Universitário da UEM, coordenador do Laboratório de Estudos Americanos, Africanos e Orientais.

• Reginaldo Benedito Dias, representante dos professores de pós-graduação da UEM no Conselho Universitário.

• Sidnei J. Munhoz, um dos coordenadores do Opening the Archives Project e do Laboratório do Tempo Presente da UEM.

• Christian Fausto, Coordenador do laboratório de História, Ciência e Ambiente.

• Luiz Felipe Viel Moreira, ex-Coordenador do Programa de Pós-graduação em História.

• Luiz Miguel do Nascimento, docente do DHI.

• Márcia Tetê Ramos, docente do DHI e do profhistória da UEM e do mestrado social da UEL.

• Natally Vieira Dias - Coordenadora Adjunta do Curso de História - EAD]]>
secretaria@anpuh.org (ANPUH NACIONAL) Diversas Tue, 11 Apr 2017 13:45:47 -0300
NOTA DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE HISTÓRIA EM DEFESA DOS POVOS INDÍGENAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/diversas/item/4084-nota-da-associacao-nacional-de-historia-em-defesa-dos-povos-indigenas-do-estado-do-rio-grande-do-norte http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/diversas/item/4084-nota-da-associacao-nacional-de-historia-em-defesa-dos-povos-indigenas-do-estado-do-rio-grande-do-norte Nos três últimos censos nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE (1991, 2000 e 2010) o número de pessoas que se autodeclararam índios no Rio Grande do Norte vem crescendo. Só nesse último 2.597 índias e índios se autoidentificaram, localizadas(os) em mais de dez municípios do Estado. O número é pequeno, um dos menores no país, mas já representa um dado positivo quando lembramos que muito recentemente, nos levantamentos da Fundação Nacional de Saúde - FUNASA e da Fundação Nacional do Índio - FUNAI do ano de 2007, esse número era zero. Em um Estado onde se tentou silenciar a memória, a história e a cultura dos povos indígenas essas informações merecem atenção privilegiada. Mesmo diante desse contexto o Ministério da Justiça do governo de Michel Temer, por meio do Decreto 9.010, publicado no Diário Oficial da União em 24 de março de 2017, extinguiu a "Coordenação Técnica Local" da FUNAI, a única do Estado e que responde pelo cumprimento da política indigenista localmente, deslocando suas competências para o estado do Ceará. Discordando de mais essa atitude impositiva do governo federal o Movimento Indígena do Rio Grande do Norte ocupou o prédio da Coordenação Técnica Local na cidade de Natal e lançou Nota de Repúdio, seguida por um "Manifesto Político" contra o desmonte da política indigenista em representação aos Servidores da FUNAI, Coordenação Nordeste II. A Associação Nacional de História - ANPUH, Seção Rio Grande do Norte, por meio desta Nota demonstra seu apoio ao referido Movimento e aos supracitados Servidores, se solidariza com a luta pelo reconhecimento dos direitos dos indígenas e defende a manutenção de sua representação estadual.

Natal, 06 de abril de 2017

Diretoria da ANPUH - RN]]>
secretaria@anpuh.org (ANPUH NACIONAL) Diversas Thu, 06 Apr 2017 16:06:10 -0300
NOTA DE REPÚDIO http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/diversas/item/4067-nota-de-repudio http://site.anpuh.org/index.php/2015-01-20-00-01-55/noticias2/diversas/item/4067-nota-de-repudio

gt genero

 

O GT de Estudos de Gênero vem somar-se à ANPUH Nacional, expressando sua preocupação e indignação diante da perseguição que vem atingindo os professores e professoras de História, com base na doutrinação produzida pelo Movimento Escola sem Partido. Entre os casos, destacamos o da Professora Marlene de Fáveri da Universidade do estado de Santa Catarina-UDESC, acusada de fazer propaganda feminista ao ministrar um curso que tem como temática exatamente o Feminismo. A professora está sendo processada por uma ex-aluna, que se inscreveu no seu curso e que se diz constrangida, como cristã e anti-feminista, pela matéria apresentada e discutida nas aulas. Esse caso, evidencia a falácia desse movimento que pretende impedir que os professores de História abordem em suas classes quaisquer temas que considerem contrários à ideologia que defendem, acusando-os exatamente de fazerem propaganda ideológica. O que procuram nos impor não é uma escola sem partido, mas uma escola amordaçada, sem espaço para a informação e o pensamento crítico. A professora em questão é reconhecida por seus pares pela excelência de seu trabalho de pesquisa e pela seriedade com que se dedica à docência. No entanto, vem sofrendo retaliações por abordar em um curso conteúdo pertinente à própria temática do curso, o que representa um contra-senso absoluto. Assim, declaramos nossa total solidariedade à professora e demais colegas que estejam vivendo situação semelhante. Dizemos não à Escola da Mordaça por defendermos uma escola crítica e democrática, em que o conhecimento se produza por meio do debate e da liberdade de expressão.

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secretaria@anpuh.org (ANPUH NACIONAL) Diversas Mon, 27 Mar 2017 15:45:45 -0300