NOTA DE REPÚDIO

gt genero

 

O GT de Estudos de Gênero vem somar-se à ANPUH Nacional, expressando sua preocupação e indignação diante da perseguição que vem atingindo os professores e professoras de História, com base na doutrinação produzida pelo Movimento Escola sem Partido. Entre os casos, destacamos o da Professora Marlene de Fáveri da Universidade do estado de Santa Catarina-UDESC, acusada de fazer propaganda feminista ao ministrar um curso que tem como temática exatamente o Feminismo. A professora está sendo processada por uma ex-aluna, que se inscreveu no seu curso e que se diz constrangida, como cristã e anti-feminista, pela matéria apresentada e discutida nas aulas. Esse caso, evidencia a falácia desse movimento que pretende impedir que os professores de História abordem em suas classes quaisquer temas que considerem contrários à ideologia que defendem, acusando-os exatamente de fazerem propaganda ideológica. O que procuram nos impor não é uma escola sem partido, mas uma escola amordaçada, sem espaço para a informação e o pensamento crítico. A professora em questão é reconhecida por seus pares pela excelência de seu trabalho de pesquisa e pela seriedade com que se dedica à docência. No entanto, vem sofrendo retaliações por abordar em um curso conteúdo pertinente à própria temática do curso, o que representa um contra-senso absoluto. Assim, declaramos nossa total solidariedade à professora e demais colegas que estejam vivendo situação semelhante. Dizemos não à Escola da Mordaça por defendermos uma escola crítica e democrática, em que o conhecimento se produza por meio do debate e da liberdade de expressão.

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